As sombras não são inanimadas


Hoje o Sol acordou em Leão oposto a Plutão, o deus Hades mitológico do reino dos mortos, e iluminou uma cena pronta de Tim Burton na minha estante.

Esta cena singela que durou uns minutos faz Jack Skellington encarar sua sombra, assim, amigável e espontânea.

Lembrei-me de fazer as pazes com a minha. Afinal só quem possui um corpo-matéria que recebe luz é capaz de produzir sombra.

Nossos fantasmas, medos, defeitos e desconsertos moram ali.

Onde mais residiriam senão em projeções desmaterializadas de nós mesmos?

Assombrados somos.

Com nossas sombras sob o sol caminhamos.

O sol leonino de intensa luminosidade não deixa escapar que encaremos nossas projeções fantasmagóricas.

Enquanto for uma terráquea, reivindico meu direito a ter sombra!

As sombras, tudo indica, não são inanimadas.

Pois tremulam como a chama de uma vela ou passeiam como um relógio do sol.

Ainda que seja a sombra de uma árvore anciã firme, robusta e fixa, ela caminha, brinca, estica e encurta, frame a frame, segundo a segundo.

Num degradê de (des)aparições graduais. Mudando a intensidade de seu constraste até a lua anoitecer e engolir a luz.

Enfim, adormece e se camufla ao negro da noite até ser novamente revelada pelo próximo raio da manhã.

O sol está em seu grau máximo de luminosidade da consciência humana em Leão.

Plutão, em oposição, vem trazendo as sombras das estruturas consideradas mais fixas e sólidas (pessoais, sócio, politico, econômicas).

As sombras aparecem nítidas e bem delineadas.

Não se ignora a sombra, é sob ela que descansamos nos dias mais quentes.

Enquanto houver vida terrena, luz e matéria opaca, ela também existirá.

#astrologia

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Bem-vindxs. - Por Ana Andreiolo
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