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Desenhos de ausentes

Tantas foram as vezes que olhei por uma hora a folha em branco até que o foco a fizesse sumir e levantei-me da cadeira sem nenhum risco de que iria voltar a sentar ali.

Esse mesmo papel acumulou espectros e orgânicos.

Há muito tempo que não arrasto as linhas, mas os seres invisíveis fazem o desenho sem mim.

Há criaturas que não se conformam com a ausência, se alastram e desenham manchas orgânicas, invasoras e deixam indícios de vida.

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