Distopia

Vivemos a distopia.

O fim de um mundo tal qual conhecíamos.

A incerteza do que virá.

A insegurança de saber se seremos capazes de transformar o mundo.

A instabilidade de ver as estruturas que nos suportavam em ruínas.


Ao mesmo tempo há um contágio de esperança num surto capaz de mobilizar um mundo inteiro, a ponto de repensarmos

em camadas muito profundas as relações humanas.


Isolados, aprendemos a valorizar o outro,

a presença, o apoio, a campanhia e o afeto.


Numa sociedade de relações líquidas,

conforme Bauman nos elucida,

estamos vivendo a distância física que nos une e ao mesmo tempo separa nossos corpos.

Talvez agora arrependidos por tanto tempo perdido e tantos afastamentos desnecessários.


Somos corpos desejantes de encontros.

Corpos solitários em corações solidários.


Que tipo de vetor seremos a partir de agora?

O que orientaremos e disseminaremos?


Estamos mais monitorados do que nunca,

Cerceados, geramos online a maior quantidade de dados já vista na história.

Legitimados pelo Estado de Exceção.


É um marco

Deixa marcas

O mundo não será o mesmo

Nem eu

Nem você

O velho mundo já foi, minguou, junto a lua minguante.

....

Saturno enquadrado por Urano, Jupiter, Plutao, Marte, Nodo Sul em Capricórnio e Lua minguando.

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Bem-vindxs. - Por Ana Andreiolo
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