O instagram. E eu com isso?

O instagram anda estranho, acho que é pessoal às vezes, que ele não me quer mais por aqui.


No fundo eu sei que não é pessoal, mas eu sou uma pessoa, fazer o quê.


Os algoritmos estão cada mais transformando grandes em grandes, pequenos em pequenos, tirando voz e inibindo a expansão gratuita.

Sim, eu sei o que faço aqui, produzo gratuitamente conteúdo para uma máquina, uma ferramenta e um sistema: a indústria instagram.


Mesmo assim o faço, pois faço pra vocês e também por mim, porque acredito na partilha, porque gosto, porque de alguma fórmula matemática esta mesma ferramenta me leva até você e traz você até mim.


É um novo mundo, sem dúvida.


Um mundo de grids, um mundo em mosaico, um mundo imagético, de poucas, mas suficientes palavras, um mundo comandado por inteligência artificial, mas alimentado por pessoas como todos nós.


E eu não sei se sigo as regras disso aqui, se uso hashtags certas, se apareço o suficiente, se posto selfies e fotos atrativas, a única coisa que penso é que existe um canal que nos liga e eu posso partilhar aquilo que sinto, que estudo e que de alguma forma isso nos leva a interagir em ressonância.


Mas sinceramente não sei se o instagram ainda me quer por aqui.


A partir de hoje os meus posts estarão também no meu blog, na home do meu site.


Lá nós ficamos mais à vontade, sem interferências e sem as oscilações algorítmicas e alteram o ritmo das coisas e escondem nossos conteúdos pra nos forçar a sei lá o quê.


Talvez seja o começo do fim de um instagram livre e acessível como conhecíamos, não sei mesmo.


Mas enquanto uns batem cabeça pra descobrir eu olho pro céu e vejo urano em touro pedindo robustez, pedindo pra buscarmos novos sentidos para lugar-seguro, novas maneiras de nos nutrirmos tecnologicamente e uma forma mais orgânica e natural de lidar com a tecnologia.



#instagram #uranoemtouro #astrologia


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Bem-vindxs. - Por Ana Andreiolo
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