ANA ANDREIOLO

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Artista visual multidisciplinar, designer, comunicóloga, astróloga, mestranda e pesquisadora pelo Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes da UERJ.

Desenvolve projetos de branding, storytelling e arte contemporânea, escreve e desenha narrativas.

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A natureza é humana

o trabalho é interior.

O equinócio, sublimatio alquímico, 

é a cabeça e o coração, a matéria e o espírito. Da flutuação dos pesos se faz um rito de pesagem: a dualidade das coisas, do equilíbrio de opostos é o atributo do justo.

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Desde o princípio intrínseco

alma ama espírito,

céu espelha terra,

corpo espelho d'água.

A casa é uma deusa

onde mora o lar.

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Somos o direito do futuro 

Somos legais e extraordinários

Somos elos reais

O direito do(de) ser consciente.

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Se não fosse visível,

Vênus sumiria

o futuro

perdido

ainda há

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Recalculando rota

 

subserviente adulador

vagueia reptante

 

sussurra dois sonetos

num instante se esvai

 

oculta-se em suas sombras 

como soldado rastejante

 

deixa rastro pelos becos

deslizante forasteiro

antes fôssemos iguais

(Revista Corre, 2020)

Sem contato com o solo

 

falta diplomacia

quando se esconde

 

te perco de vista

te espero sair

 

alongada matéria

de terra movente

 

deixa rastro de existência

distante, tão distante

 

vai além, habitante

do inabitável para os alados

 

ah! se tivesse te encontrado antes

quando um dia fomos iguais,

rastejantes enfadados

(Revista Corre, 2020)

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Ela se levantou e caminhou com pernas moles até a janela enquanto a mesa e o teto da sala de estar giravam.

Do chão, avistou as massas nebulosas que guardavam o sol.

Perna de peixe que só sabe nadar, terra firme fraqueja. Coisa de quem vem do mar.

Ao fractalizar o mundo de dentro, equacionamos partes similares, cópias menores e de diferentes escalas do mesmo, dando chance a estas frações de interagirem por novas escolhas e caminhos, pelas possibilidades que o multiverso oferece. É a armadilha labiríntica psíquica que encontra sempre novas maneiras de atuar a cada repetição, a cada cópia de si mesma.

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Os campos de pedras, as pradarias esverdeadas, as veredas de musgos, os lúmens que pintam os troncos das árvores, os fungos que brotam depois das chuvas, nos contam a história do planeta e nos ensinam estratégias para persistirmos em meio aos desafios climáticos, pandêmicos e da revolução de Urano, que vem nos trazendo mudanças aceleradas.

As imagens de passado e futuro se fundem em flashes.

Em um piscar de olhos, as paisagens em pontilhismo, cintilam...As lâmpadas denunciarão sua passagem.